7 perguntas para a atriz Isabél Zuaa, protagonista de “As Boas Maneiras”

Há vários motivos para se assistir ao terror brasileiro As Boas Maneiras, dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, que estreou nos cinemas na quinta-feira (7) após fazer premiada carreira em festivais nacionais e estrangeiros. Um destes motivos é o trabalho da atriz portuguesa Isabél Zuaa, que no papel da protagonista, Clara, guia o espectador por uma história que é de

Camila de Moraes, diretora de “O Caso do Homem Errado”: “Do luto a gente faz luta”

Em 1987, o operário negro Júlio César de Melo Pinto foi preso na cidade de Porto Alegre (RS) após ser confundido com assaltantes. Ao entrar no carro da Brigada Militar, ele tinha apenas um ferimento na boca. Mas Júlio César, 30 anos, nunca mais voltou para casa: foi executado por policiais com um tiro no abdômen. É esta a história que

“Assédio se consolidou como urgência”, diz diretora de “Chega de Fiu Fiu”

Em 2014 as diretoras Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão começaram a trabalhar no documentário Chega de Fiu Fiu, desdobramento da campanha homônima lançada pela ONG feminista Think Olga. Foram quatro anos até que o filme chegasse às telas - um período em que muita coisa mudou no debate sobre o assédio e no próprio feminismo. "O assédio se consolidou como pauta

Jorane Castro: “Nacionalizar o cinema só pode ser bom para o Brasil”

"Quero assistir porque reconheci meu sotaque." Esta foi uma das reações que a diretora paraense Jorane Castro ouviu em relação ao trailer de seu primeiro longa-metragem, Para Ter Onde Ir. Em cartaz nos cinemas, o road movie foi rodado em uma paisagem raramente mostrada nas telas - a cidade de Belém e parte da Amazônia Atlântica em Salinópolis, no Pará -, tem

Renée Nader Messora: “Cannes se interessou pelo Brasil que o Brasil nega”

Um filme protagonizado por índios e codirigido por uma mulher é um dos títulos brasileiros que foram selecionados para a edição deste ano do Festival de Cannes. Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, faz sua estreia mundial nesta quarta-feira (16) na mostra Um Certo Olhar, que tem Benício del Toro como presidente do júri. "O

Luiza Villaça fala sobre “Pagliacci” e ser única mulher entre cinco diretores

Uma estreia no longa-metragem ao lado de mais quatro cineastas, todos homens. Luiza Villaça é a única mulher no time de diretores por trás do documentário Pagliacci, que também inclui Chico Gomes, Pedro Moscalcoff, Luiz Villaça e Julio Hey. "Não dá para negar que foi uma experiência, né?", brincou Luiza, em entrevista por e-mail ao Mulher no Cinema. "Os montadores e

Heloisa Passos, de “Construindo Pontes”: “É preciso humanizar relações políticas”

Heloisa Passos é conhecida pelo trabalho na direção de fotografia de filmes como Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009), Lixo Extraordinário (2010), O Que se Move (2013) e Mulher do Pai (2016). Agora, dá um novo passo na carreira, estreando na direção de longa-metragem com o documentário Construindo Pontes. Um passo que ela considera natural após ter dirigido curtas como Viva

Lucrecia Martel: “A pobreza do cinema latino é não representar a sociedade”

Lucrecia Martel não é o que se chamaria de uma cineasta prolífica. Aos 51 anos, tem quatro longas-metragens de ficção no currículo, sendo que o mais recente, Zama, estreia nesta semana no Brasil após um intervalo de quase dez anos em relação ao anterior, o ótimo A Mulher Sem Cabeça. Num mundo que supervaloriza a produtividade e nem tanto a

Ana Katz sobre “Minha Amiga do Parque”: “Maternidade pode se ligar à aventura”

"Uma comédia preocupante". É assim que o material promocional define Minha Amiga do Parque, ótimo longa-metragem da diretora, roteirista e atriz argentina Ana Katz que estreia nesta quinta-feira (22) nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói. A definição curiosa dá uma boa ideia do que o espectador pode esperar: um filme que combina momentos cômicos, dramáticos e

Alice Riff sobre “Meu Corpo É Político”: “Quis fazer um filme sobre pessoas vivas”

Paula toma café da manhã com a mãe antes de sair para trabalhar. Linn usa transporte público para ir até um estúdio. Fernando assiste às aulas da faculdade. Giu sai com os amigos para dançar. Ações cotidianas como estas são retratadas por Meu Corpo É Político, documentário de Alice Riff sobre quatro militantes LGBT que vivem na periferia da capital

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