Luiza Villaça fala sobre “Pagliacci” e ser única mulher entre cinco diretores

Uma estreia no longa-metragem ao lado de mais quatro cineastas, todos homens. Luiza Villaça é a única mulher no time de diretores por trás do documentário Pagliacci, que também inclui Chico Gomes, Pedro Moscalcoff, Luiz Villaça e Julio Hey. "Não dá para negar que foi uma experiência, né?", brincou Luiza, em entrevista por e-mail ao Mulher no Cinema. "Os montadores e

Heloisa Passos, de “Construindo Pontes”: “É preciso humanizar relações políticas”

Heloisa Passos é conhecida pelo trabalho na direção de fotografia de filmes como Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009), Lixo Extraordinário (2010), O Que se Move (2013) e Mulher do Pai (2016). Agora, dá um novo passo na carreira, estreando na direção de longa-metragem com o documentário Construindo Pontes. Um passo que ela considera natural após ter dirigido curtas como Viva

Lucrecia Martel: “A pobreza do cinema latino é não representar a sociedade”

Lucrecia Martel não é o que se chamaria de uma cineasta prolífica. Aos 51 anos, tem quatro longas-metragens de ficção no currículo, sendo que o mais recente, Zama, estreia nesta semana no Brasil após um intervalo de quase dez anos em relação ao anterior, o ótimo A Mulher Sem Cabeça. Num mundo que supervaloriza a produtividade e nem tanto a

Ana Katz sobre “Minha Amiga do Parque”: “Maternidade pode se ligar à aventura”

"Uma comédia preocupante". É assim que o material promocional define Minha Amiga do Parque, ótimo longa-metragem da diretora, roteirista e atriz argentina Ana Katz que estreia nesta quinta-feira (22) nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói. A definição curiosa dá uma boa ideia do que o espectador pode esperar: um filme que combina momentos cômicos, dramáticos e

Alice Riff sobre “Meu Corpo É Político”: “Quis fazer um filme sobre pessoas vivas”

Paula toma café da manhã com a mãe antes de sair para trabalhar. Linn usa transporte público para ir até um estúdio. Fernando assiste às aulas da faculdade. Giu sai com os amigos para dançar. Ações cotidianas como estas são retratadas por Meu Corpo É Político, documentário de Alice Riff sobre quatro militantes LGBT que vivem na periferia da capital

Joana Henning fala sobre mercado e novas janelas: “VOD não é vilão”

Apesar de existir há dois anos, a produtora Escarlate chegou oficialmente ao mercado brasileiro em 2017, colocando o cinema como prioridade. Cerca de 80% dos projetos da empresa são voltados ao audiovisual, e o primeiro longa, De Perto Ela Não É Normal, é inspirado no monólogo escrito e estrelado por Suzana Pires e será filmado no início de 2018. À frente da Escarlate

Catherine Ann Berger: “Precisamos de mulheres em todas as posições”

A Suíça marcou forte presença na edição deste ano da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: dono de uma seção especial, o país esteve representado por mais de 40 filmes e cerca de 25 diretores e produtores que vieram ao Brasil especialmente para o festival. À frente desta delegação estava Catherine Ann Berger, diretora da Swiss Films, a agência de cinema

Beatrice Segolini e o desafio de filmar sua família em “As Boas Intenções”

Imagine se você dirigisse um documentário sobre a sua própria família, incluindo as brigas durante o jantar, os silêncios constrangedores e uma série de entrevistas nas quais você pedisse que seus irmãos e seus pais confrontassem histórias do passado. Agora imagine que esse passado inclua não apenas pequenos conflitos, mas traumáticos episódios de violência. Foi o que fez a diretora italiana Beatrice

Olga Baillif fala sobre os bastidores e a música de “Ao Redor de Luisa”

A cineasta suíça Olga Baillif tem um motivo e tanto para estar em São Paulo: a cidade é palco da estreia mundial de seu primeiro longa-metragem de ficção, Ao Redor de Luisa, drama que integra a competição de novos diretores e a seção dedicada ao cinema suíço da Mostra Internacional de Cinema [veja horários de exibição abaixo]. Saiba mais: Veja todos os filmes dirigidos por mulheres

Julia Murat fala sobre “Pendular” e a persistência para fazer cinema

Em 1980, Marina Abramovic e seu então companheiro, Ulay, realizaram The Other: Rest Energy, perfomance na qual o casal segurava um arco tensionado apenas pelo peso de seus próprios corpos e apontava uma flecha para o coração da artista sérvia. Neste exercício de confiança e equilíbrio, nenhuma das partes poderia se soltar. Rest Energy serviu de inspiração para Pendular, longa de Julia Murat que chega

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