Autora, Helena Ignez rejeita título de musa: “A voz da musa é o silêncio”

Encontrar um texto sobre Helena Ignez que não mencione a palavra musa - do Cinema Novo, marginal, brasileiro - não é das tarefas mais fáceis. Com mais de 50 anos de carreira e papéis marcantes em alguns dos mais importantes filmes nacionais, a atriz e diretora é frequentemente citada como inspiração de outros cineastas - especialmente os dois com quem

Glenda Nicácio sobre “Café com Canela” e o Recôncavo: “Cachoeira é plano A, B e C”

Em cartaz nos cinemas brasileiros, Café com Canela narra o encontro de suas duas protagonistas: Margarida, professora aposentada que há anos vive em luto por causa da morte do filho; e Violeta, jovem alegre e cheia de vida que mora com o marido e os filhos, cuida da avó e vende coxinhas. Mas há uma terceira protagonista nesta história: Cachoeira,

Fernanda Pessoa sobre pornochanchada e ditadura: ‘Cinema nos conecta ao passado’

O que os filmes da pornochanchada têm a dizer sobre os anos de ditadura militar? Para muitos, o gênero cinematográfico mais produzido e assistido no Brasil na década de 1970 nada mais foi do que uma diversão escapista de qualidade no mínimo questionável. Mas não para a diretora Fernanda Pessoa, que chega às salas nesta quinta-feira (23) com o documentário Histórias

5 perguntas para Julia Rezende, diretora de “Como É Cruel Viver Assim”

Era 2011 quando o ator Marcelo Valle apresentou o texto da peça Como É Cruel Viver Assim, de Fernando Ceylão, à diretora Julia Rezende. Ele pensava em um espetáculo para os palcos, mas ela achou que naquelas páginas existia um filme. "Fiquei encantada com a mistura de crítica social, drama humano, humor e pegada pop", contou a cineasta, em entrevista

Mercedes Cooper fala sobre o Array e como é trabalhar com Ava DuVernay

Mercedes Cooper era estudante de economia quando, em 1999, deixou os Estados Unidos pela primeira vez e desembarcou no Brasil para um curso de três meses na Universidade de São Paulo. Não planejava trabalhar com cinema, mas muito do que sabia sobre o País vinha dos filmes que assistira em sala de aula: Xica da Silva (1976), Bye Bye, Brazil

Mariana Bastos fala sobre filmar efeitos do tempo em ‘Alguma Coisa Assim’

"Boyhood brasileiro" é como está sendo apelidado o longa-metragem Alguma Coisa Assim, dirigido pela dupla Mariana Bastos e Esmir Filho. Em cartaz nos cinemas, o filme acompanha a amizade de Mari (Caroline Abras) e Caio (André Antunes) em três momentos-chave, com filmagens realizadas em 2006, 2013 e 2016 - a maior parte em São Paulo, outra em Berlim. Em cartaz: Veja

7 perguntas para Fanshen Cox DiGiovanni, cocriadora do “inclusion rider”

Ninguém se surpreendeu quando, na última cerimônia do Oscar, a favorita Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atriz. Mas as duas últimas palavras de seu discurso criaram muita surpresa: o que era inclusion rider? Entenda: O que é inclusion rider, o termo usado por Frances McDormand no Oscar? Saiba mais: Assista e leia o discurso de Frances

Juliana Antunes fala sobre cinema mineiro e bastidores de “Baronesa”

Em 2008, quando trocou o interior pela capital de Minas Gerais, Juliana Antunes notou algo curioso sobre o transporte público: muitas linhas de ônibus de Belo Horizonte, sobretudo as que levavam para a periferia, tinham nomes de mulheres. Esta observação foi o ponto de partida para seu primeiro longa, Baronesa, pois foi entrando nestes ônibus e colando cartazes nas áreas populares da

Juliana Rojas e Marco Dutra falam de ‘As Boas Maneiras’ e filme de gênero no Brasil

Juliana Rojas e Marco Dutra retomam sua parceria na direção com As Boas Maneiras, misto de terror, fábula e musical que estreou nos cinemas na quinta-feira (7) após premiada carreira em festivais nacionais e estrangeiros. É o segundo longa da dupla, que se conheceu na faculdade, colaborou em curtas e ganhou popularidade com Trabalhar Cansa (2011). Entrevista: 7 perguntas para a atriz Isabél Zuaa,

Maryam Touzani e a mulher no Marrocos: “Regredimos a ritmo assustador”

Em 2015, a ficção franco-marroquina Muito Amadas provocou reação violenta ao colocar quatro prostitutas como protagonistas. Dirigido por Nabil Ayouch, o filme foi banido pelo governo do Marrocos e duramente criticado por autoridades religiosas, enquanto a atriz Loubna Abidar foi vítima de agressão física, recebeu ameaças de morte e teve de deixar o país. Leia também: 7 filmes escritos, dirigidos ou

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