Ellen Tejle, a sueca que colocou o teste de Bechdel-Wallace nos cinemas

"Tira uma foto pra mim?" Ouvi essa frase mais vezes do que pude contar na última quinta-feira (30), logo após o Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, realizado pela Ancine no Rio de Janeiro. Naquele momento, eu tentava encontrar um lugar mais reservado para conversar com a sueca Ellen Tejle, que cerca de meia hora antes falara animadamente sobre a representação feminina nas

Paula Gomes: “Não tenho interesse em filmar sem me envolver”

Um simples telefonema deu início ao que se tornaria o primeiro longa-metragem da diretora baiana Paula Gomes. Do outro lado da linha estava Jonas Laborda, um adolescente que ela conhecera muitos anos antes durante uma pesquisa sobre circos, e cuja família tinha deixado as apresentações para tentar uma vida melhor. Ao telefone, Jonas contava que agora era dono de seu próprio circo,

Marília Rocha fala sobre os bastidores e o feminismo de “A Cidade Onde Envelheço”

"Longa feminino vence Festival de Brasília". Foi com este título que um jornal brasileiro noticiou os quatro prêmios recebidos por A Cidade Onde Envelheço, filme dirigido por Marília Rocha, em um dos mais importantes eventos cinematográficos do País. Não ficou claro se o adjetivo feminino fez referência às protagonistas mulheres, à cineasta mulher ou às duas coisas. Mas foi uma escolha peculiar em

Virginia Cavendish fala sobre “Através da Sombra” e vantagens de ser produtora

O diretor Walter Lima Jr. trabalhava com Virginia Cavendish no teatro quando propôs um novo projeto: uma peça inspirada em A Volta do Parafuso, obra lançada pelo escritor britânico Henry James em 1898. Ela gostou da ideia, mas achava que a adaptação deveria ser para as telas, e não para os palcos. Como atriz, ela queria voltar a fazer cinema. Como produtora,

Joana Mariani: “O documentário dirige você, e não o contrário”

A diretora Joana Mariani estava em uma emissora de televisão concedendo sua primeira entrevista sobre o filme Marias, que está em cartaz no Brasil. Ao ouvir uma das perguntas, não conseguiu evitar o que chamou de "cara estranha": "Qual vai ser seu próximo documentário?" A cara estranha se explica: foram seis anos de trabalho para lançar Marias, filme que acompanha diferentes celebrações de Nossa

Bette Gordon fala sobre “Variety” e desigualdade “abominável” na direção

Não é difícil entender porque Variety, o segundo longa-metragem da cineasta americana Bette Gordon, tornou-se um marco do cinema feminista quando chegou às telas, em 1983. Ao contar a história de Christine, funcionária de uma sala pornô que passa a seguir e observar um cliente de forma obsessiva, o filme ofereceu algo inovador: o ponto de vista de uma mulher

Marina Person: “Cada filme dirigido por uma mulher abre caminho para outra”

Desde que o público conheceu Marina Person, em meados da década de 1990, seu nome sempre esteve associado ao cinema. Primeiro, como filha de cineastas e apresentadora do Cine MTV; depois, à frente de outros programas na TV e no rádio; e finalmente como diretora, após o lançamento de Califórnia (2015), seu primeiro longa-metragem de ficção. Agora, a ideia é estreitar os laços

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