Anna Jadowska sobre ‘Rosas Selvagens’: ‘Queria criar personagem complexa e real’

"Estamos em um momento de mudança. A sociedade está profundamente dividida, as mulheres estão sob enorme pressão e não sabemos o que vai acontecer". Esta declaração poderia ser sobre o Brasil atual, mas na verdade foi feita há um ano pela diretora e roteirista polonesa Anna Jadowska, ao receber um prêmio no Festival de Cinema de Estocolmo por seu filme

Na Índia, Inka Achté retrata iniciativa que educa garotos sobre masculinidade tóxica

Em 2012, um crime violento ocorrido em Nova Délhi, na Índia, chocou o mundo: a estudante Jyoti Singh Pandey, de apenas 23 anos, foi espancada, torturada e estuprada por seis homens dentro de um ônibus. Morta em decorrência do ataque, a jovem tornou-se símbolo da luta das indianas por direitos, especialmente na cidade que é a quarta mais perigosa do

Henrika Kull sobre equipe feminina de “Jibril”: ‘Houve confiança entre nós’

Quão longe pode chegar um filme universitário? Jibril, o trabalho de conclusão de curso da alemã Henrika Kull, chegou à seção Panorama do Festival de Berlim e, agora, à Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Com equipe reduzida e formada principalmente por mulheres, o longa conta a história de Maryam, jovem alemã de origem árabe. Mãe solteira de três meninas,

Brunna Laboissière conta bastidores de ‘Fabiana’, filme sobre caminhoneira trans

O primeiro longa-metragem da diretora Brunna Laboissière surgiu de um hábito: pegar carona pelas estradas do Brasil. Estudando Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, ela costumava viajar assim para visitar os pais em sua cidade natal, Goiânia. Um dia, foi surpreendida ao ver quem dirigia o caminhão que parou para que ela subisse na boleia: não era um homem, como costumava

Virginie Gourmel e o desafio de abordar depressão em ‘Garotas em Fuga’

A diretora Virginie Gourmel não optou por tema fácil na hora de escrever seu primeiro longa-metragem, Garotas em Fuga. Em cartaz na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme aborda a depressão entre adolescentes ao contar a história de Kathy, jovem internada contra a sua vontade após tentativa de suicídio. Saiba mais: Acompanhe a cobertura completa da Mostra de

Autora, Helena Ignez rejeita título de musa: “A voz da musa é o silêncio”

Encontrar um texto sobre Helena Ignez que não mencione a palavra musa - do Cinema Novo, marginal, brasileiro - não é das tarefas mais fáceis. Com mais de 50 anos de carreira e papéis marcantes em alguns dos mais importantes filmes nacionais, a atriz e diretora é frequentemente citada como inspiração de outros cineastas - especialmente os dois com quem

Glenda Nicácio sobre “Café com Canela” e o Recôncavo: “Cachoeira é plano A, B e C”

Em cartaz nos cinemas brasileiros, Café com Canela narra o encontro de suas duas protagonistas: Margarida, professora aposentada que há anos vive em luto por causa da morte do filho; e Violeta, jovem alegre e cheia de vida que mora com o marido e os filhos, cuida da avó e vende coxinhas. Mas há uma terceira protagonista nesta história: Cachoeira,

Fernanda Pessoa revê ditadura pela pornochanchada: ‘Cinema nos conecta ao passado’

O que os filmes da pornochanchada têm a dizer sobre os anos de ditadura militar? Para muitos, o gênero cinematográfico mais produzido e assistido no Brasil na década de 1970 nada mais foi do que uma diversão escapista de qualidade no mínimo questionável. Mas não para a diretora Fernanda Pessoa, que chega às salas nesta quinta-feira (23) com o documentário Histórias

5 perguntas para Julia Rezende, diretora de “Como É Cruel Viver Assim”

Era 2011 quando o ator Marcelo Valle apresentou o texto da peça Como É Cruel Viver Assim, de Fernando Ceylão, à diretora Julia Rezende. Ele pensava em um espetáculo para os palcos, mas ela achou que naquelas páginas existia um filme. "Fiquei encantada com a mistura de crítica social, drama humano, humor e pegada pop", contou a cineasta, em entrevista

Mercedes Cooper fala sobre o Array e como é trabalhar com Ava DuVernay

Mercedes Cooper era estudante de economia quando, em 1999, deixou os Estados Unidos pela primeira vez e desembarcou no Brasil para um curso de três meses na Universidade de São Paulo. Não planejava trabalhar com cinema, mas muito do que sabia sobre o País vinha dos filmes que assistira em sala de aula: Xica da Silva (1976), Bye Bye, Brazil

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