Claire Atherton sobre Chantal Akerman: “Ela pertence a todos os lugares”

"É", "está", "pertence", "acredita". O tempo verbal no presente é frequentemente usado pela montadora Claire Atherton para se referir à Chantal Akerman, diretora belga que morreu há três anos. A escolha já se justificaria pelo legado inegavelmente vivo deixado pela cineasta, mas ganha ainda mais sentido no caso de alguém que colaborou com ela durante cerca de três décadas e

Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva lançam luz sobre o slam e o Brasil

No momento em que montavam o trailer de Slam: Voz de Levante, documentário já em cartaz nos cinemas, as diretoras Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann consideraram a possibilidade de serem alvos de ataques nas redes sociais. Uma breve passagem pela página do filme do Facebook mostra que elas estavam certas: entre os 2,8 mil comentários postados no vídeo, publicado em 18 de

Anna Jadowska sobre ‘Rosas Selvagens’: ‘Queria criar personagem complexa e real’

"Estamos em um momento de mudança. A sociedade está profundamente dividida, as mulheres estão sob enorme pressão e não sabemos o que vai acontecer". Esta declaração poderia ser sobre o Brasil atual, mas na verdade foi feita há um ano pela diretora e roteirista polonesa Anna Jadowska, ao receber um prêmio no Festival de Cinema de Estocolmo por seu filme

Teresa Villaverde: “Há cada vez menos tempo, mas é bom ouvir histórias”

Um dos principais nomes do cinema português, Teresa Villaverde teve participação dupla na edição deste ano da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: foi membro do júri internacional que premiou Las Sandinistas, de Jenny Murray, e apresentou seu novo filme, O Termômetro de Galileu, também selecionado para o Festival do Rio. Leia também: Mulheres dominam a premiação da Mostra de Cinema

Na Índia, Inka Achté retrata iniciativa que educa garotos sobre masculinidade tóxica

Em 2012, um crime violento ocorrido em Nova Délhi, na Índia, chocou o mundo: a estudante Jyoti Singh Pandey, de apenas 23 anos, foi espancada, torturada e estuprada por seis homens dentro de um ônibus. Morta em decorrência do ataque, a jovem tornou-se símbolo da luta das indianas por direitos, especialmente na cidade que é a quarta mais perigosa do

Henrika Kull sobre equipe feminina de “Jibril”: ‘Houve confiança entre nós’

Quão longe pode chegar um filme universitário? Jibril, o trabalho de conclusão de curso da alemã Henrika Kull, chegou à seção Panorama do Festival de Berlim e, agora, à Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Com equipe reduzida e formada principalmente por mulheres, o longa conta a história de Maryam, jovem alemã de origem árabe. Mãe solteira de três meninas,

Brunna Laboissière conta bastidores de ‘Fabiana’, filme sobre caminhoneira trans

O primeiro longa-metragem da diretora Brunna Laboissière surgiu de um hábito: pegar carona pelas estradas do Brasil. Estudando Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, ela costumava viajar assim para visitar os pais em sua cidade natal, Goiânia. Um dia, foi surpreendida ao ver quem dirigia o caminhão que parou para que ela subisse na boleia: não era um homem, como costumava

Virginie Gourmel e o desafio de abordar depressão em ‘Garotas em Fuga’

A diretora Virginie Gourmel não optou por tema fácil na hora de escrever seu primeiro longa-metragem, Garotas em Fuga. Em cartaz na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme aborda a depressão entre adolescentes ao contar a história de Kathy, jovem internada contra a sua vontade após tentativa de suicídio. Saiba mais: Acompanhe a cobertura completa da Mostra de

Autora, Helena Ignez rejeita título de musa: “A voz da musa é o silêncio”

Encontrar um texto sobre Helena Ignez que não mencione a palavra musa - do Cinema Novo, marginal, brasileiro - não é das tarefas mais fáceis. Com mais de 50 anos de carreira e papéis marcantes em alguns dos mais importantes filmes nacionais, a atriz e diretora é frequentemente citada como inspiração de outros cineastas - especialmente os dois com quem

Glenda Nicácio sobre “Café com Canela” e o Recôncavo: “Cachoeira é plano A, B e C”

Em cartaz nos cinemas brasileiros, Café com Canela narra o encontro de suas duas protagonistas: Margarida, professora aposentada que há anos vive em luto por causa da morte do filho; e Violeta, jovem alegre e cheia de vida que mora com o marido e os filhos, cuida da avó e vende coxinhas. Mas há uma terceira protagonista nesta história: Cachoeira,

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