O primeiro longa-metragem da diretora Brunna Laboissière surgiu de um hábito: pegar carona pelas estradas do Brasil. Estudando Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, ela costumava viajar assim para visitar os pais em sua cidade natal, Goiânia. Um dia, foi surpreendida ao ver quem dirigia o caminhão que parou para que ela subisse na boleia: não era um homem, como costumava
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Virginie Gourmel e o desafio de abordar depressão em ‘Garotas em Fuga’
A diretora Virginie Gourmel não optou por tema fácil na hora de escrever seu primeiro longa, Garotas em Fuga. Em cartaz na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme aborda a depressão entre adolescentes ao contar a história de Kathy, jovem internada contra a sua vontade após tentativa de suicídio. Saiba mais: Acompanhe a cobertura completa da Mostra de
Autora, Helena Ignez rejeita título de musa: “A voz da musa é o silêncio”
Encontrar um texto sobre Helena Ignez que não use a palavra musa - do Cinema Novo, marginal, brasileiro - não é das tarefas mais fáceis. Com mais de 50 anos de carreira e papéis marcantes em alguns dos mais importantes filmes nacionais, a atriz e diretora é frequentemente citada como inspiração de outros cineastas - especialmente os dois com quem
Glenda Nicácio sobre “Café com Canela” e o Recôncavo: “Cachoeira é plano A, B e C”
Em cartaz nos cinemas, Café com Canela narra o encontro de suas protagonistas: Margarida, professora aposentada que há anos vive em luto por causa da morte do filho; e Violeta, jovem alegre e cheia de vida que mora com o marido e os filhos, cuida da avó e vende coxinhas. Mas há uma terceira protagonista nesta história: Cachoeira, a cidade
Fernanda Pessoa revê ditadura pela pornochanchada: ‘Cinema nos conecta ao passado’
O que os filmes da pornochanchada têm a dizer sobre os anos de ditadura militar? Para muitos, o gênero cinematográfico mais produzido e assistido no Brasil na década de 1970 nada mais foi do que uma diversão escapista de qualidade no mínimo questionável. Mas não para a diretora Fernanda Pessoa, que chega às salas nesta quinta-feira (23) com o documentário Histórias
5 perguntas para Julia Rezende, diretora de “Como É Cruel Viver Assim”
Era 2011 quando o ator Marcelo Valle apresentou o texto da peça Como É Cruel Viver Assim, de Fernando Ceylão, à diretora Julia Rezende. Ele pensava em um espetáculo para os palcos, mas ela achou que naquelas páginas existia um filme. "Fiquei encantada com a mistura de crítica social, drama humano, humor e pegada pop", contou a cineasta, em entrevista
Mercedes Cooper fala sobre o Array e como é trabalhar com Ava DuVernay
Mercedes Cooper era estudante de economia quando, em 1999, deixou os Estados Unidos pela primeira vez e desembarcou no Brasil para um curso de três meses na Universidade de São Paulo. Não planejava trabalhar com cinema, mas muito do que sabia sobre o País vinha dos filmes que assistira em sala de aula: Xica da Silva (1976), Bye Bye, Brazil
Mariana Bastos fala sobre filmar efeitos do tempo em ‘Alguma Coisa Assim’
"Boyhood brasileiro" é como está sendo apelidado o longa-metragem Alguma Coisa Assim, dirigido pela dupla Mariana Bastos e Esmir Filho. Em cartaz nos cinemas, o filme acompanha a amizade de Mari (Caroline Abras) e Caio (André Antunes) em três momentos-chave, com filmagens realizadas em 2006, 2013 e 2016 - a maior parte em São Paulo, outra em Berlim. Em cartaz: Veja
7 perguntas para Fanshen Cox DiGiovanni, cocriadora do “inclusion rider”
Ninguém se surpreendeu quando, na última cerimônia do Oscar, a favorita Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atriz por Três Anúncios para um Crime. Mas as duas últimas palavras de seu discurso criaram muita surpresa: o que era inclusion rider? Entenda: O que é inclusion rider, o termo usado por Frances McDormand no Oscar? Saiba mais: Assista
Juliana Antunes fala sobre cinema mineiro e bastidores de “Baronesa”
Em 2008, quando trocou o interior pela capital de Minas Gerais, Juliana Antunes notou algo curioso sobre o transporte público: muitas linhas de ônibus de Belo Horizonte, sobretudo as que levavam para a periferia, tinham nomes de mulheres. Esta observação foi o ponto de partida para seu primeiro longa, Baronesa, pois foi entrando nestes ônibus e colando cartazes nas áreas populares da









