Juliana Rojas e Marco Dutra falam de ‘As Boas Maneiras’ e filme de gênero no Brasil

Juliana Rojas e Marco Dutra retomam sua parceria na direção com As Boas Maneiras, misto de terror, fábula e musical que estreou nos cinemas na quinta-feira (7) após premiada carreira em festivais nacionais e estrangeiros. É o segundo longa da dupla, que se conheceu na faculdade, colaborou em curtas e ganhou popularidade com Trabalhar Cansa (2011). Entrevista: 7 perguntas para a atriz Isabél Zuaa,

Maryam Touzani e a mulher no Marrocos: “Regredimos a ritmo assustador”

Em 2015, a ficção franco-marroquina Muito Amadas provocou reação violenta ao colocar quatro prostitutas como protagonistas. Dirigido por Nabil Ayouch, o filme foi banido pelo governo do Marrocos e duramente criticado por autoridades religiosas, enquanto a atriz Loubna Abidar foi vítima de agressão física, recebeu ameaças de morte e teve de deixar o país. Leia também: 7 filmes escritos, dirigidos ou

7 perguntas para a atriz Isabél Zuaa, protagonista de “As Boas Maneiras”

Há vários motivos para se assistir ao terror brasileiro As Boas Maneiras, dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, que estreou nos cinemas na quinta-feira (7) após fazer premiada carreira em festivais nacionais e estrangeiros. Um destes motivos é o trabalho da atriz portuguesa Isabél Zuaa, que no papel da protagonista, Clara, guia o espectador por uma história que é de

Camila de Moraes, diretora de “O Caso do Homem Errado”: “Do luto a gente faz luta”

Em 1987, o operário negro Júlio César de Melo Pinto foi preso na cidade de Porto Alegre (RS) após ser confundido com assaltantes. Ao entrar no carro da Brigada Militar, ele tinha apenas um ferimento na boca. Mas Júlio César, 30 anos, nunca mais voltou para casa: foi executado por policiais com um tiro no abdômen. É esta a história que

“Assédio se consolidou como urgência”, diz diretora de “Chega de Fiu Fiu”

Em 2014 as diretoras Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão começaram a trabalhar no documentário Chega de Fiu Fiu, desdobramento da campanha homônima lançada pela ONG feminista Think Olga. Foram quatro anos até que o filme chegasse às telas - um período em que muita coisa mudou no debate sobre o assédio e no próprio feminismo. "O assédio se consolidou como pauta

Jorane Castro: “Nacionalizar o cinema só pode ser bom para o Brasil”

"Quero assistir porque reconheci meu sotaque." Esta foi uma das reações que a diretora paraense Jorane Castro ouviu em relação ao trailer de seu primeiro longa-metragem, Para Ter Onde Ir. Em cartaz nos cinemas, o road movie foi rodado em uma paisagem raramente mostrada nas telas - a cidade de Belém e parte da Amazônia Atlântica em Salinópolis, no Pará -, tem

Renée Nader Messora: “Cannes se interessou pelo Brasil que o Brasil nega”

Um filme protagonizado por índios e codirigido por uma mulher é um dos títulos brasileiros que foram selecionados para a edição deste ano do Festival de Cannes. Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, faz sua estreia mundial nesta quarta-feira (16) na mostra Um Certo Olhar, que tem Benício del Toro como presidente do júri. "O

Luiza Villaça fala sobre “Pagliacci” e ser única mulher entre cinco diretores

Uma estreia no longa-metragem ao lado de mais quatro cineastas, todos homens. Luiza Villaça é a única mulher no time de diretores por trás do documentário Pagliacci, que também inclui Chico Gomes, Pedro Moscalcoff, Luiz Villaça e Julio Hey. "Não dá para negar que foi uma experiência, né?", brincou Luiza, em entrevista por e-mail ao Mulher no Cinema. "Os montadores e

Heloisa Passos, de “Construindo Pontes”: “É preciso humanizar relações políticas”

Heloisa Passos é conhecida pelo trabalho na direção de fotografia de filmes como Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009), Lixo Extraordinário (2010), O Que se Move (2013) e Mulher do Pai (2016). Agora, dá um novo passo na carreira, estreando na direção de longa-metragem com o documentário Construindo Pontes. Um passo que ela considera natural após ter dirigido curtas como Viva

Lucrecia Martel: “A pobreza do cinema latino é não representar a sociedade”

Lucrecia Martel não é o que se chamaria de uma cineasta prolífica. Aos 51 anos, tem quatro longas-metragens de ficção no currículo, sendo que o mais recente, Zama, estreia nesta semana no Brasil após um intervalo de quase dez anos em relação ao anterior, o ótimo A Mulher Sem Cabeça. Num mundo que supervaloriza a produtividade e nem tanto a

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