Joana Mariani: “O documentário dirige você, e não o contrário”

A diretora Joana Mariani estava em uma emissora de televisão concedendo sua primeira entrevista sobre o filme Marias, que está em cartaz no Brasil. Ao ouvir uma das perguntas, não conseguiu evitar o que chamou de "cara estranha": "Qual vai ser seu próximo documentário?" A cara estranha se explica: foram seis anos de trabalho para lançar Marias, filme que acompanha diferentes celebrações de Nossa

Bette Gordon fala sobre “Variety” e desigualdade “abominável” na direção

Não é difícil entender porque Variety, o segundo longa-metragem da cineasta americana Bette Gordon, tornou-se um marco do cinema feminista quando chegou às telas, em 1983. Ao contar a história de Christine, funcionária de uma sala pornô que passa a seguir e observar um cliente de forma obsessiva, o filme ofereceu algo inovador: o ponto de vista de uma mulher

Marina Person: “Cada filme dirigido por uma mulher abre caminho para outra”

Desde que o público conheceu Marina Person, em meados da década de 1990, seu nome sempre esteve associado ao cinema. Primeiro, como filha de cineastas e apresentadora do Cine MTV; depois, à frente de outros programas na TV e no rádio; e finalmente como diretora, após o lançamento de Califórnia (2015), seu primeiro longa-metragem de ficção. Agora, a ideia é estreitar os laços

Emilia Ferreira fala sobre estreia na direção e equipe de mulheres de “Entrelinhas”

Treze anos após se mudar para os Estados Unidos, a diretora mineira Emilia Ferreira volta ao Brasil para mostrar seu primeiro longa-metragem, Entrelinhas. O filme, que está na competição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, é o resultado da vontade de fazer cinema que começou em Belo Horizonte, mas floresceu no exterior. "É um pouco a coisa do sonho americano", explica a

“Sofri muitos boicotes e rasteiras machistas”, diz Anna Muylaert

Sucesso de bilheteria, prêmios internacionais, pré-indicação ao Oscar, convite para integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Um ano depois da estreia de Que Horas Ela Volta?, uma coisa é certa: tanto no Brasil quanto no mundo, hoje muito mais gente conhece Anna Muylaert. Há quase três décadas trabalhando com cinema, a diretora sabe que nada aconteceu de repente. Mas

Tereza Gonzales fala sobre os novos projetos do Porta dos Fundos

Tereza Gonzalez se uniu ao grupo Porta dos Fundos com uma missão importante e difícil: coordenar a expansão para o cinema e a televisão do coletivo de humor que começou na internet. Os frutos dessa parceria já começaram a aparecer. Depois da série O Grande Gonzalez, exibida pela FOX, o grupo agora chega ao cinemas com Contrato Vitalício. Um segundo longa já

“A realidade é escola de roteiro”, diz Maria Augusta Ramos

Dado o ritmo incessante do noticiário econômico e político brasileiro nos últimos meses, talvez seja difícil se lembrar do que acontecia no País em maio e junho de 2014. Às vésperas da Copa do Mundo de Futebol, e em ano de eleição presidencial, a economia dava sinais preocupantes, a instabilidade política já era realidade e manifestações tomavam as ruas de grandes cidades. É este

Tata Amaral celebra 30 anos de carreira com “Trago Comigo”

A cineasta Tata Amaral era criança quando o golpe de 1964 instaurou a ditadura no Brasil. No final dos anos 1970, participou dos movimentos estudantis a favor da democracia. Mas décadas depois, em meio à pesquisa para um filme, se surpreendeu ao perceber o quanto tinha a descobrir sobre o período militar. Leia também: 15 filmes dirigidos por mulheres sobre a ditadura militar Apoie: Colabore com o

Produtora Lara Pozzobon fala sobre “Mulheres no Poder”

Um Congresso Nacional tomado por mulheres aprova leis que garantem privilégios femininos. Um jovem é ridicularizado ao sugerir um projeto de lei que instaure "cotas para homens" como forma de se atingir a igualdade de gênero. Conversando com o assessor, a senadora diz: "Você tem futuro, só não engorda." As cenas parecem de ficção científica, mas pertencem a Mulheres no Poder, comédia escrita e

Com equipe feminina, “Danado de Bom” recupera obra de João Silva

Teve gostinho especial a vitória de Danado de Bom no festival Cine PE, cuja 20ª edição foi encerrada no último domingo no Recife: o filme era o único dos dez títulos em competição que tinha uma mulher - Deby Brennand - na direção. E não só na direção. Danado de Bom surgiu quando a produtora cultural Roberta Jansen procurou Marianna Brennand, da Mariola

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