Com “O Agente Secreto”, Emilie Lesclaux concorre ao Oscar de melhor filme

A produtora Emilie Lesclaux vai concorrer ao Oscar de melhor filme com O Agente Secreto, longa-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho. Este é o segundo ano consecutivo em que uma produção brasileira é indicada na categoria, já que Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, disputou em 2025.

O Agente Secreto também está indicado nas categorias de melhor filme internacional, melhor ator (Wagner Moura) e melhor direção de elenco (Gabriel Domingues). O longa é uma coprodução entre Brasil, França, Holanda e Alemanha.

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Nascida em Bordeaux e vivendo no Recife desde 2002, Emilie fundou a produtora CinemaScópio junto com Mendonça Filho, com quem é casada. Ela produziu todos os outros longas dele —O Som ao Redor (2010), Aquarius (2016), Bacurau (2019) e Retratos Fantasmas (2023)—, além de obras de outros cineastas.

Entre essas obras estão Sem Coração (2023), de Nara Normande e Tião; Seu Cavalcanti (2024), de Leonardo Lacca; e Dormir de Olhos Abertos (2024), de Nele Wohlatz.

Em entrevista concedida ao Mulher no Cinema em 2019, Lesclaux disse ser uma produtora que gosta de se envolver com os projetos “desde a primeira ideia”. “Não me meto no roteiro, mas fico dando opiniões quando me pedem. Gosto muito da parte em que a gente começa a preparar, pensar nos atores, nas locações”, afirmou. “Vários produtores não gostam de visitar o set, mas eu gosto muito de saber o que está acontecendo. E depois, na montagem, [o grau de envolvimento] depende do filme.”

Questionada sobre quais são as características de um bom produtor, ela respondeu: “Gosto dos produtores que são cinéfilos, que têm conhecimento sobre a história do cinema, continuam assistindo aos filmes e têm uma relação passional com o cinema. Claro, há qualidades de organização, de entender a parte prática e logística. Mas, antes de tudo, é preciso amar o cinema.”

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Foto do topo: Victor Jucá

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