Série “The Seduction” adapta “Ligações Perigosas” para os tempos de #MeToo

Numa das cenas mais memoráveis de Ligações Perigosas, o filme de Stephen Frears lançado em 1988, Vicomte de Valmont, personagem de John Malkovich, confessa seu fascínio pela figura de Marquesa de Merteuil, interpretada por Glenn Close: "Eu sempre me pergunto como você conseguiu inventar a si mesma".  Responder a esta indagação é a proposta de The Seduction, série francesa que estreia

Euzhan Palcy: “Precisamos lutar e nossa arma é a câmera” 

Quando recebeu um histórico Oscar honorário, a cineasta martinicana Euzhan Palcy ofereceu uma breve definição de seu trabalho e de seu propósito como cineasta: "Com minha câmera eu não filmo; eu curo". Estas poucas palavras refletem o compromisso social e político da obra de Palcy, homenageada na edição deste ano da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. No Brasil para acompanhar

Denise Weinberg sobre “O Último Azul”: “Eu adoro a indignação no velho”

Há algo de original no quão comum é a personagem de Denise Weinberg em O Último Azul, longa-metragem de Gabriel Mascaro que estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas. Ela se chama Tereza, tem 77 anos e mora em um Brasil distópico, mas não muito difícil de imaginar, no qual os idosos são obrigados a se mudar para uma colônia habitacional.

Rebecca Lenkiewicz sobre “Hot Milk”: “Amor pode ser poderoso combustível”

O nome Rebecca Lenkiewicz pode não soar familiar, mas é bem provável que você tenha assistido ou ao menos ouvido falar dos longas-metragens que ela escreveu. Ida (2013), dirigido por Pawel Pawlikowski, ganhou o Oscar de filme internacional ao contar a história de uma noviça que confronta seu passado. Desobediência (2017), de Sebastián Lelio, retratou o amor proibido entre duas mulheres

Haley Elizabeth Anderson: “Para o artista, estar presente é o mais importante”

Em 1970, após lançar o álbum New York Tendaberry, a cantora americana Laura Nyro (1947-1997) falou à revista Down Beat sobre a inusitada palavra que criara: "Tendaberry é uma essência. Não é morte, é nascimento. E é muito terno, muito frágil, muito forte, muito verdadeiro. É um disco muito sensorial, é todo sentimento. Ele entra em você, talvez pela parte

Yasmin Thayná sobre ‘Virgínia e Adelaide’: “Alegria também é forma de conversar”

Yasmin Thayná no set de "Virgínia e Adelaide" - Foto: Fábio Rebelo

Yasmin Thayná era criança quando a série Cidade dos Homens começou a ser exibida pela Rede Globo, em outubro de 2002. Como não podia esperar acordada pelo programa, que ia ao ar por volta das 23h, seu pai lhe dava uma força: gravava todos os episódios em fitas VHS, que a filha assistia depois. Ao longo dos anos, Yasmin citou aquelas

Shuchi Talati: “Cultura da vergonha influencia cinema indiano”

"Uma cineasta indiana cujo trabalho questiona narrativas dominantes ligadas à gênero, sexualidade e identidade sul-asiática". É assim que a diretora e roteirista Shuchi Talati define a si mesma, e é este o espírito de seu primeiro longa-metragem, Sempre Garotas, que estreia nesta quinta-feira (1) nos cinemas brasileiros. Saiba mais: Apoie o Mulher no Cinema e acesse conteúdos exclusivos Representante do gênero conhecido como coming-of-age,

Dulmaa Purev-Ochir: “Não existe imagem coletiva da Mongólia moderna”

Lkhagvadulam Purev-Ochir, também conhecida como Dulmaa Purev-Ochir, é uma jovem diretora e roteirista da Mongólia que tem chamado a atenção nos festivais internacionais. Seu primeiro curta, Mountain Cat (2020), foi exibido em Cannes; o segundo, Snow in September (2022), foi premiado em Veneza e Toronto; e o longa-metragem de estreia, City of Wind (2024), recebeu o troféu de melhor ator

Elizabeth Sankey: “As bruxas reaparecem quando precisamos delas”

Uma forma de tentar definir Bruxas, documentário que estreia nesta sexta-feira (22) na MUBI, seria dizer que ele reúne três filmes em um. Trata-se, ao mesmo tempo, de um ensaio sobre a representação das bruxas no cinema e na cultura pop; de uma investigação sobre o impacto dos julgamentos de bruxaria do século 16 e 17 na sociedade contemporânea; e

“A gente sente tudo junto”: uma conversa com as atrizes de “Malu”

Parece apropriado que o júri do Festival do Rio tenha decidido premiar todas as três atrizes de Malu, filme que estreia nesta quinta-feira (31) nos cinemas. Celebrar apenas a protagonista, Yara de Novaes, ou escolher uma entre as duas coadjuvantes, Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha, seria como individualizar um trabalho claramente coletivo, e ignorar que é na relação

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