Paula Barreto fala sobre desafios da produção de audiovisual no Brasil

O sobrenome Barreto é parte fundamental da história do cinema brasileiro. Desde 1963, quando o patriarca da família, Luiz Carlos, criou a produtora L.C. Barreto, foram mais de 80 filmes lançados, entre curtas e longas-metragens - uma lista que inclui sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) e Bye, Bye Brasil (1980), e dois indicados ao Oscar de

Silvia Buarque: “Estamos vivendo um momento de desmonte cultural trágico”

Em um cena do longa-metragem Os Pobres Diabos, a personagem de Silvia Buarque, Creuza, faz um desabafo: "Artista precisa de aplauso, artista precisa de público". Ela se se refere ao decadente circo do qual faz parte, após mais uma apresentação vazia que mal paga a conta de eletricidade. Mas o comentário parece se aplicar, também, ao próprio cinema nacional. Afinal, para muitos lançamentos,

Cristiane Oliveira fala sobre filmagens e equipe feminina de “Mulher do Pai”

O fato de Cristiane Oliveira ter recebido o prêmio de direção no Festival do Rio pelo primeiro longa-metragem da carreira pode sugerir um sucesso repentino. Mas a cineasta gaúcha percorreu um bom caminho até ali: dirigiu três curtas, foi assistente de direção, trabalhou como produtora e co-escreveu dois longas. Com a lição de casa feita, ela agora vive a experiência de lançar

Noémie Saglio fala sobre os desafios das mulheres no cinema francês

Nos últimos quatro anos, a francesa Noémie Saglio rodou três longas-metragens: Beijei Uma Garota (2015), Connasse, princesse des coeurs (2015) e Tal Mãe, Tal Filha (2017), que está na programação do Festival Varilux de Cinema Francês e entra em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 20 de julho. Mas pergunte à Noemie qual a sua profissão e ela provavelmente responderá que é roteirista

Mônica Simões fala sobre a vontade de dar voz à mãe em “Um Casamento”

Um vídeo de 16 mm de uma cerimônia de 1950, deteriorado pela ação do tempo, em que os noivos aparecem em flashes. O que para muitos seria um material a ser descartado foi o que motivou a diretora Mônica Simões a rodar Um Casamento, seu primeiro longa-metragem em uma carreira de 35 anos como videomaker, fotógrafa, documentarista e artista plástica. O casamento

Heather Webb: “Quando a mulher se sente empoderada, não há como detê-la”

Se o debate sobre mulher no cinema ganha força em várias partes do mundo, no Canadá certamente está bem quente. Em 2016, os principais financiadores de audiovisual do país - a Comissão Nacional de Cinema e a Telefilm - anunciaram que metade dos projetos apoiados serão liderados por mulheres, entre outras medidas para um mercado mais igualitário. São passos importantes para um país no qual mulheres

Ellen Tejle, a sueca que colocou o teste de Bechdel-Wallace nos cinemas

"Tira uma foto pra mim?" Ouvi essa frase mais vezes do que pude contar na última quinta-feira (30), logo após o Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, realizado pela Ancine no Rio de Janeiro. Naquele momento, eu tentava encontrar um lugar mais reservado para conversar com a sueca Ellen Tejle, que cerca de meia hora antes falara animadamente sobre a representação feminina nas

Paula Gomes: “Não tenho interesse em filmar sem me envolver”

Um simples telefonema deu início ao que se tornaria o primeiro longa-metragem da diretora baiana Paula Gomes. Do outro lado da linha estava Jonas Laborda, um adolescente que ela conhecera muitos anos antes durante uma pesquisa sobre circos, e cuja família tinha deixado as apresentações para tentar uma vida melhor. Ao telefone, Jonas contava que agora era dono de seu próprio circo,

Marília Rocha fala sobre os bastidores e o feminismo de “A Cidade Onde Envelheço”

"Longa feminino vence Festival de Brasília". Foi com este título que um jornal brasileiro noticiou os quatro prêmios recebidos por A Cidade Onde Envelheço, filme dirigido por Marília Rocha, em um dos mais importantes eventos cinematográficos do País. Não ficou claro se o adjetivo feminino fez referência às protagonistas mulheres, à cineasta mulher ou às duas coisas. Mas foi uma escolha peculiar em

Virginia Cavendish fala sobre “Através da Sombra” e vantagens de ser produtora

O diretor Walter Lima Jr. trabalhava com Virginia Cavendish no teatro quando propôs um novo projeto: uma peça inspirada em A Volta do Parafuso, obra lançada pelo escritor britânico Henry James em 1898. Ela gostou da ideia, mas achava que a adaptação deveria ser para as telas, e não para os palcos. Como atriz, ela queria voltar a fazer cinema. Como produtora,

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