Artistas protestam e Oscar promete buscar diversidade

O debate sobre a falta de diversidade na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood voltou a esquentar depois de, pelo segundo ano consecutivo, nenhum negro estar entre os 20 indicados nas categorias de atuação do Oscar.

Usuários do Twitter e do Facebook tiraram a poeira da hashtag
#OscarsSoWhite, usada no ano passado, e artistas se manifestaram – incluindo o diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith, que decidiram não comparecer à cerimônia deste ano, em protesto.

“Implorar por reconhecimento, ou mesmo pedir, diminui a dignidade e o poder. Somos um povo digno e poderoso, e não vamos nos esquecer disso”, afirmou Pinkett Smith em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook (veja abaixo, em inglês).

Nesta segunda-feira (18), a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs (primeira negra e terceira mulher a ocupar o cargo), divulgou um comunicado dizendo que “é hora de mudar”. Segundo ela, a organização vai rever os convites a novos membros para que exista mais diversidade entre os votantes.

Todo ano a Academia convida dezenas de artistas para se tornarem membros. Em 2015, já houve uma iniciativa de chamar mais negros, mulheres e estrangeiros para a organização, que é formada majoritariamente por homens brancos e com mais de 60 anos.

Como não deu resultado nas indicações deste ano, Boone Isaacs prometeu mais mudanças. Leia o comunicado assinado por ela, em nome da Academia, na íntegra:

“Gostaria de reconhecer o maravilhoso trabalho dos indicados deste ano. Enquanto celebramos seu feito extraordinário, me sinto frustrada e de coração partido por causa da falta de inclusão. Essa é uma conversa difícil, porém importante, e é hora de grandes mudanças. A Academia está dando passos dramáticos para alterar sua configuração. Nos próximos dias e semanas vamos fazer uma revisão no recrutamento de membros para trazer a tão necessária diversidade nos convidados de 2016 em diante.

Como muitos de vocês sabem, nos últimos quatro anos implementamos mudanças para diversificar nossos membros. Mas a mudança não está acontecendo tão rápido quanto gostaríamos. Precisamos fazer mais, melhor e mais rápido.

Não é algo sem precedentes para a Academia. Nos anos 1960 e 1970 [a questão] era recrutar membros mais jovens para se manter vital e relevante. Em 2016, é a inclusão em todas as suas faces: gênero, raça, etnia e orientação sexual. Reconhecemos as preocupações reais da nossa comunidade, então agradeço a todos que me procuraram no nosso esforço de seguir em frente, juntos.”

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