“A Voz de Hind Rajab” é indicado ao Oscar de melhor filme internacional

A Voz de Hind Rajab, da cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, é o único longa-metragem dirigido por uma mulher entre os cinco indicados ao Oscar de filme internacional. Os concorrentes da categoria, que antes era conhecida como melhor filme estrangeiro, também inclui o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

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Esta é a primeira vez que um filme dirigido por uma mulher concorre ao Oscar de filme internacional desde 2021. A própria Kaouther Ben Hania estava indicada naquele ano com O Homem que Vendeu Sua Pele, assim como Quo Vadis, Aida?, de Jasmila Žbanić, que representou a Bósnia e Herzegovina.

A Voz de Hind Rajab ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza e estreia nos cinemas brasileiros em 29 de janeiro. O filme combina gravações reais e encenações com atores para reconstruir a dramática operação que tentou salvar a menina palestina Hind Rajab. Em janeiro de 2024, a garota de apenas seis anos manteve contato telefônico com serviços de emergência enquanto estava em um carro sob ataque israelense em Gaza.

Concorrer ao Oscar de filme internacional é um processo de três fases, que começa com cada país escolhendo o seu candidato e o pré-indicando à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Depois, são escolhidos 15 semifinalistas e, finalmente, os cinco títulos que de fato disputarão a estatueta. Até hoje, apenas três diretoras venceram na categoria – a vez mais recente, em 2011.

Em 2025, sete filmes dirigidos por mulheres estavam entre os 15 semifinalistas. Além de A Voz de Hind Rajab, eram eles Belén, de Dolores Fonzi (Argentina); O Som da Queda, de Mascha Schilinski (Alemanha); A Garota Canhota, de Shih-Ching Tsou (Taiwan); Palestina 36, de Annemarie Jacir (Palestina); Tudo o que Resta de Você, de Cherien Dabis (Jordânia); e Late Shift, de Petra Volpe, (Suíça).

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