Apenas nove mulheres estão entre os 111 cineastas que dirigiram os cem filmes de maior bilheteria no Estados Unidos em 2025. É o equivalente a 8,1%, o pior índice dos últimos sete anos, de acordo com o mais recente estudo da Annenberg Inclusion Initiative, uma organização ligada à Universidade do Sul da Califórnia.
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Assinado pelas pesquisadoras Stacy L. Smith e Katherine Piper, o relatório afirma que os dados de 2025 representam “uma reversão completa do progresso alcançado pelas diretoras em Hollywood nos últimos anos”, e são evidência de que a indústria cinematográfica americana “parou de trabalhar por mudança” mesmo antes das “políticas federais e mudanças culturais” mais recentes.
De fato, o estudo já mostrava a estagnação dos números desde a pandemia. O cenário tornou-se mais preocupante nos últimos anos, com o cenário de retração da indústria, a volta de Donald Trump ao poder e o fim de muitas das políticas de diversidade e inclusão adotadas dentro e fora do setor do entretenimento.
Há, porém, uma importante novidade no relatório de 2025: pela primeira vez desde que o estudo começou a ser feito, dezenove anos atrás, há mais diretoras não brancas (seis) do que brancas (três). Todas essas seis diretoras são de origem asiática e a lista não inclui nenhuma mulher negra.
Considerando tanto homens quanto mulheres, 24,3% dos diretores dos filmes analisados não eram brancos, uma porcentagem similar à registrada em 2024. De acordo com o estudo da Annenberg Inclusion Initiative, não houve mudança significativa nestes dados desde 2018.