Academia quer dobrar número de mulheres e minorias até 2020

Em um novo capítulo do debate sobre a falta de diversidade no Oscar, a Academia anunciou um plano para dobrar o número de mulheres e minorias entre seus membros até 2020.

“A Academia vai liderar e não esperar pela indústria”, disse a presidente do grupo, Cheryl Boone Isaacs. “As novas medidas terão impacto imediato e começarão um processo de mudança significativa na composição de nossos membros.”

As medidas se referem ao conselho diretor da Academia, conhecido como Board of Governors, e aos cerca de 6 mil membros que todos os anos escolhem os indicados e os vencedores do Oscar.

Hoje, 17 dos 51 integrantes do Board of Governors são mulheres – um recorde alcançado na eleição de 2015 Com o novo plano, o número deve aumentar: três novas cadeiras serão abertas e seus ocupantes, nomeados pela presidente. Além disso, também serão ampliadas as vagas para cargos em comitês da Academia.

No caso dos votantes, a ideia é renovar. Como o mandato é vitalício, muitos dos membros são homens brancos e idosos. A partir de agora, porém, o direito de voto só vale por dez anos, renovavéis no caso de o indivíduo ter atuado na indústria cinematográfica durante a mesma década. Apenas depois de três mandatos de 10 anos, ou no caso de indicação ao Oscar, o direito de votação se torna vitalícia.

A regra não vale para esse ano, mas será aplicada retroativamente. Ou seja, o votante que não trabalhou no cinema na última década, não está na Academia há 30 anos e nunca foi indicado ao Oscar, vira “emérito”. Com isso, continua membro, mas não pode votar.

A Academia ainda prometeu lançar uma campanha “ambiciosa e global para identificar e recrutar novos membros qualificados que representem maior diversidade”.

O debate sobre diversidade esquentou depois de, pelo segundo ano consecutivo, nenhum negro estar entre os 20 indicados nas categorias de atuação do Oscar.

Usuários do Twitter e do Facebook tiraram a poeira da hashtag #OscarsSoWhite, usada no ano passado, e artistas se manifestaram – incluindo o diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith, que decidiram não comparecer à cerimônia, em protesto.

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