Mais de 390 produções de 90 países serão exibidas durante a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que começa nesta quinta-feira (15). O festival, que comemora 50 anos, vai ocupar 57 salas de cinema, espaços culturais e CEUs da capital paulista até o dia 29 de outubro.
O Mulher no Cinema preparou uma lista com 20 filmes dirigidos por mulheres que estão entre os destaques da programação. Para saber dias, horários e locais de exibição, consulte o site da Mostra.
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“American Doctor”
[EUA/Palestina/Catar/Malásia/Dinamarca, 2026]
Três médicos americanos — um palestino, um judeu e um zoroastrista — entram em Gaza unidos por um objetivo: salvar vidas. Após atuarem como voluntários, eles levam sua batalha das linhas de frente da guerra para os corredores do Congresso. Dirigido por Poh Si Teng.

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“Ana, en Passant”
[Brasil/Portugal/França, 2026]
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Seguindo as pistas deixadas pela avó que morreu, Ana viaja a Belo Horizonte. No antigo apartamento da avó, ela encontra Alice. Juntas, elas vão descobrir o que significa se tornar quem são. Dirigido por Fernanda Salgado.
“Às Vezes Sinto Tristeza, Outras Vezes Revolta”
[As Veces Me Entra Tristeza, Otras Veces Rebelión, Argentina/Espanha, 2026]
Eva está de passagem por Madri, e vaga sozinha pela cidade. Um dia, conhece Dante, um historiador argentino que pesquisa sobre a figura de Juan Bialet Massé e as lutas operárias de seu país. Dirigido por María Aparicio.

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“A Aventura Sonhada”
[Das Geträumte Abenteuer, Alemanha/França/Bulgária/Áustria, 2026]
Em Svilengrad, uma pequena cidade da Bulgária, Veska cruza o caminho de Saïd, um velho conhecido que teve o carro roubado. Disposta a ajudar, ela o leva até o sítio arqueológico onde trabalha. Com a reaproximação dos dois, Veska acaba envolvida pelo submundo obscuro de onde Saïd emergiu e passa a investigar redes criminosas. Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o filme é dirigido por Valeska Grisebach.

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“Black Zombie”
[Canadá, 2026]
O documentário da diretora Maya Annik Bedward analisa a evolução da figura do zumbi, expondo como o colonialismo, o imperialismo e o capitalismo transformaram uma metáfora da escravidão no Haiti colonial no monstro mais lucrativo da cultura pop.

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“Chicas Tristes”
[México/Espanha/França, 2026]
Duas amigas inseparáveis treinam para uma importante competição de natação, até que um trauma coloca o vínculo das duas à prova. Vencedor do Urso de Cristal de melhor filme na seção Generation 14plus do Festival de Berlim, o filme é dirigido por Fernanda Tovar.

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“A Condessa Sangrenta”
[Die Blutgräfin, Áustria/Alemanha/Luxemburgo, 2026]
Décadas após seu misterioso desaparecimento, a Condessa Sangrenta ressurge na Viena dos dias atuais. Ao lado de sua fiel criada, ela procura um livro perigoso, capaz de destruir todo o mal. Dirigido por Ulrike Ottinger.

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“Coração de Lona”
[Brasil, 2026]
A dançarina Inês vive com a família em um circo decadente. Após perder um bebê, ela busca novos sentidos para sua vida. Dirigido por Tuca Siqueira.

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“Eu Raramente Acordo Sonhando”
[I Rarely Wake Up Dreaming, Alemanha/Ucrânia, 2026]
O amor de Olya e Oleh, um jovem casal queer ucraniano, é posto à prova quando o processo de transição de gênero de um deles colide com a invasão em larga escala da Rússia. Dirigido por Isabelle Stever.

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“Everytime”
[Áustria/Alemanha, 2026]
Ella e sua filha tentam reconstruir a rotina um ano após sofrerem uma perda. Ao lado do jovem Lux, elas fazem uma viagem onde lidam com o luto, a culpa e a necessidade de seguir em frente. Dirigido por Sandra Wollner.

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“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”
[Brasil, 2026]
Durante uma ressonância magnética, Rosa é orientada a evocar uma lembrança feliz. Ela revisita o passado e reconstrói um episódio que nunca viveu: uma travessia com sua mãe, Dalva, mulher livre e irreverente que foi presa por matar um homem prestes a cometer feminicídio. Dirigido por Janaína Marques.
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“Mouse”
[EUA, 2026]
No último ano do Ensino Médio, a amizade entre Minnie e Callie sofre um baque. Sentindo-se sem rumo, Minnie constrói um vínculo complexo com a mãe de Minnie. Dirigido por Kelly O’Sullivan e Alex Thompson.

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“Mulher Desconhecida”
[Kvinde Ukendt, Dinamarca/Suécia/Letônia, 2026]
Marie é uma jovem babá e empregada que está prestes a se casar com Christian, o viúvo rico para quem trabalha. No entanto, seus planos são ameaçados por um segredo: durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ela teve um relacionamento íntimo com um soldado alemão. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme é dirigido por May El-Thouky.

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“Papel Coadjuvante”
[Meorekhariskhovani Roli, Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA, 2026]
Um famoso ator aposentado do cinema georgiano, acostumado a interpretar protagonistas heroicos, inicia uma jornada catártica após uma jovem diretora lhe oferecer um papel coadjuvante excêntrico e antipático. Vencedor do Prêmio da Crítica e do Prêmio Especial do Júri no Festival de Roterdã, o filme é dirigido por Ana Urushadze.

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“O Posto”
[Al-Mahatta, Iêmen/Jordânia/França/Alemanha/Países Baixos/Noruega/Catar, 2026]
Layal administra um posto de gasolina só para mulheres no Iêmen devastado pela guerra. Ali, as regras são simples: nada de homens, de armas ou de política. E neste espaço, mulheres de diferentes trajetórias se encontram para conseguir combustível e também se conectar. Dirigido por Sara Ishaq.

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“O Projeto”
[Brasil, 2026]
Neste documentário, a cineasta afro-brasileira Sabrina Fidalgo e o fotógrafo suíço Yvan Rodic embarcam em uma jornada por diversos países para investigar como o colonialismo e o racismo continuam moldando o mundo contemporâneo.
“Quase da Família”
[Brasil, 2026]
A partir da trajetória de Laudelina de Campos Mello (1904-1991), que fundou a primeira associação de trabalhadoras domésticas do país, o documentário da diretora Joyce Prado (1987-2025) constrói uma ponte entre passado e presente e evidencia a continuidade de um sistema herdado da escravidão.

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“Rehearsals for a Revolution”
[República Tcheca/Espanha, 2026]
A partir de cinco retratos de parentes e mentores, a diretora Pegah Ahangarani esboça sua história de vida e resgata mais de 40 anos da história do Irã. Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes.

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“The Sandbox”
[Canadá, 2026]
Por meio de paisagens cinematográficas e contemplativas, o documentário explora fronteiras ao redor do mundo onde a vigilância e a inteligência artificial decidem quem vive ou morre. Dirigido por Kenya-Jade Pinto.

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“Union Town”
[EUA, 2026]
Terceira parte da trilogia da diretora Barbara Kopple sobre direitos trabalhistas, o documentário acompanha três trabalhadores do setor de entregas de Nova York, e sua luta contra corporações poderosas.
