Morre Anne V. Coates, montadora de “Lawrence da Arábia”

A pioneira montadora inglesa Anne V. Coates morreu nesta terça-feira (8), informou a Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão. Ela tinha 92 anos e morreu em Woodland Hill, na Califórnia.

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Coates começou a carreira na empresa Religious Films, trabalhando com projeção, som e edição de curtas religiosos. “Quando comecei a tentar entrar na indústria cinematográfica, apenas alguns trabalhos eram abertos às mulheres”, afirmou, em entrevista ao Hollywood Reporter em 2015. “Descobri que o trabalho mais interessante que uma mulher podia fazer [no cinema], além de atuar, era editar. Não sabia muito sobre edição quando comecei, mas aprendi a amar.”

Seu primeiro crédito como editora foi The Pickwick Papers (1952), de Noel Langley. A consagração viria dez anos depois, com Lawrence da Arábia (1962), de David Lean, pelo qual ganhou o Oscar. Em mais de 60 anos de carreira, também foi indicada por Becket – O Favorito do Rei ( 1964), O Homem Elefante (1980), Na Linha de Fogo (1993) e Irresistível Paixão (1998).

Em 2016, Coates ganhou o Oscar honorário e foi homenageada pelo conjunto da obra. Durante a cerimônia, foi chamada de “pioneira” pela atriz Nicole Kidman. Já o ator Richard Gere definiu Coates como “uma gigante da indústria” e “a maior entre os grandes, grandes, grandes montadores do cinema”.

Ao aceitar o troféu, Coates brincou: “Vocês conseguem imaginar um emprego no qual você é paga para olhar nos olhos de George Clooney, Peter O’Toole, Richard Burton, Peter Finch, Sean Connery, Albert Finney, Clint Eastwood, Richard Gere, Daniel Craig, Arnold Schwarzenegger e Jamie Dornan?”.

“Quando olho para trás, não mudaria nada”, acrescentou.

Seu último trabalho foi Cinquenta Tons de Cinza (2015).

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