10 filmes e personagens que marcaram a carreira da atriz Audrey Hepburn

Uma carreira breve que deixou um legado duradouro. Audrey Hepburn trabalhou ativamente em Hollywood por menos de duas décadas, mas 25 anos depois de sua morte, completos neste sábado (20), ela ainda é lembrada como um dos maiores ícones da história do cinema – além de um dos rostos mais conhecidos em todo o mundo.

Nascida na Bélgica em 1929, Hepburn foi criada na Inglaterra e na Holanda, onde nasceram, respectivamente, seu pai e sua mãe. Com o sonho de ser dançarina, estudou balé em Londres e começou a carreira fazendo trabalhos como modelo e atuando em musicais de West End. A estreia no cinema foi com Monte Carlo Baby (1951), um filme pouco lembrado, mas que lhe rendeu uma grande chance: ao ver a jovem artista no set, a escritora Colette teve a certeza de que ela era a pessoa ideal para protagonizar a versão da Broadway de sua obra Gigi, que estreou em 1951.

Hepburn encontraria o estrelato pouco depois, ao ser escolhida pelo diretor William Wyler para estrelar A Princesa e o Plebeu (1953). O filme lhe rendeu o Oscar de melhor atriz, prêmio ao qual seria indicada mais quatro vezes, a última por Um Clarão nas Trevas (1967). Foi durante as filmagens deste longa que Hepburn decidiu deixar Hollywood, tendo feito apenas mais cinco filmes nas décadas de 1970 e 1980. Durante a “aposentadoria”, Hepburn se dedicou à família e ao trabalho humanitário, tornando-se, em 1988, embaixadora especial da UNICEF. Morreu em 1993, aos 63 anos, vítima de câncer.

Em 1991, um jornalista do The New York Times perguntou a Hepburn qual ela acreditava ser o motivo de a plateia sentir tanta empatia por ela. A atriz respondeu ser impossível saber. Mas acrescentou:

“Se você me perguntasse o que eu gostaria que fosse, seria a experiência que tive com outros artistas, que de alguma forma fazem você se abrir a eles. Para mim, sempre teve a ver com um tipo de afeição, de amor, de calor. Nasci com uma enorme necessidade de receber e dar afeto. E gosto de pensar que talvez este tenha sido o apelo. As pessoas reconheceram em mim algo que têm nelas – a necessidade de receber e dar afeto. Soa muito sentimental?”

Para marcar os 25 anos sem Audrey Hepburn, Mulher no Cinema selecionou dez filmes que marcaram sua carreira:


“A Princesa e o Plebeu”
[Roman Holiday, EUA, 1953]
O filme que transformou Hepburn em estrela e lhe deu o Oscar de melhor atriz marca a primeira de três colaborações com o diretor William Wyler. Ela interpreta a princesa Ann, que abandona seus deveres reais para se aventurar por conta própria em Roma e se apaixona por um jornalista (Gregory Peck) que finge não saber quem ela é.


“Sabrina”
[EUA, 1954]
Um ano depois de ganhar o Oscar por A Princesa e o Plebeu, Hepburn voltou a ser indicada por Sabrina, dirigido por Billy Wilder. No filme, Humphrey Bogart e William Holden interpretam os milionários irmãos Larrabbe – o primeiro, mais sério; o outro, dedicado a se divertir. Os dois se apaixonam pela mesma mulher, a filha do chofer, vivida por Hepburn.


“Cinderela em Paris”
[Funny Face, EUA, 1957]
Hepburn contracena com Fred Astaire neste musical dirigido por Stanley Donen, com quem ela trabalhou três vezes. Astaire interpreta Dick Avery, um fotógrafo em busca de um novo rosto para o mundo da moda. Ele encontra a modelo ideal em Jo (Hepburn), funcionária de uma livraria de Nova York que se transforma em estrela durante uma viagem a Paris.


“Uma Cruz à Beira do Abismo”
[The Nun’s Story, EUA, 1959]
A terceira indicação de Hepburn ao Oscar veio por este drama dirigido pelo cineasta Fred Zinnemann e inspirado no livro escrito por Kathryn Hulme. A atriz interpreta Gabrielle van der Mal, jovem que deixa sua rica família na Bélgica para entrar em um convento e tornar-se freira. Posteriormente conhecida como irmã Luke, ela é enviada ao Congo.


“Bonequinha de Luxo”
[Breakfast at Tiffany’s, EUA, 1961]
Marilyn Monroe desistiu de protagonizar o longa inspirado na obra de Truman Capote ao ser desaconselhada a interpretar uma “mulher da noite”. Eis que Hepburn assume seu papel mais icônico: Holly Golightly, a fascinante nova-iorquina que conquista o coração do novo vizinho. Dirigido por Blake Edwards, rendeu a quarta indicação da atriz ao Oscar.


“Infâmia”
[The Children’s Hour, EUA, 1961]
Em nova parceria com William Wyler, Hepburn interpreta a professora Karen Wright, que dirige uma escola para meninas ao lado de Martha Dobie (Shirley MacLaine). Após ser punida por contar mentiras, uma aluna afirma que as duas mulheres são lésbicas e mantêm uma relação. Baseado na peça de Lillian Hellman, foi indicado a cinco Oscar.


“Charada”
[Charade, EUA, 1963]
Stanley Donen combina romance e suspense ao contar a história de Regina “Reggie” Lampert (Hepburn), uma mulher que se vê em perigo quando seu marido é assassinado e diferentes criminosos buscam uma fortuna roubada por ele. Em Paris, ela conhece o charmoso Peter Josh (Cary Grant) – mas será que pode confiar nele?


“Minha Bela Dama”
[My Fair Lady, EUA, 1964]
O filme de George Cukor conta a história de um arrogante professor de fonética, Henry Higgins (Rex Harrison), que conhece a vendedora de flores Eliza Doolittle (Hepburn). Ao ouvir o inglês popular falado por ela, Higgins se propõe a ensiná-la a usar a norma culta e apresentá-la à alta sociedade. O longa ganhou oito Oscar, mas Hepburn não foi indicada desta vez.


“Um Caminho para Dois”
[Two for the Road, Reino Unido, 1967]
Sem seguir um roteiro linear, o filme do diretor Stanley Donen acompanha um período de dez anos cheio de altos e baixos no casamento de Joana e Mark Wallace, interpretados por Hepburn e Albert Finney. A atriz recebeu indicação dupla ao Globo de Ouro em 1968: na categoria de comédia com Um Caminho para Dois e na de drama por Um Clarão das Trevas.


“Um Clarão nas Trevas”
[Wait Until Dark, EUA, 1967]
A quinta e última indicação de Hepburn ao Oscar foi pelo papel de Susy Hendrix, mulher que ficou cega após um acidente. No momento em que tenta se acostumar à nova realidade, ela é perseguida por criminosos que buscam uma boneca cheia de heroína que estaria em seu apartamento. Dirigido por Terence Young, também tem Alan Arkin no elenco.

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