10 filmes para assistir no centenário de Ingrid Bergman

“Os críticos a chamavam de incandescente. Ou radiante. Ou iluminada. Diziam que suas atuações eram sinceras, naturais. Às vezes, um adjetivo sozinho não era suficiente.”

Esta citação é parte de um texto publicado pelo jornal americano “New York Times” em 1982, quando noticiou a morte de Ingrid Bergman, uma das atrizes mais importantes da história do cinema. A estrela de “Casablanca” e “Interlúdio” morreu em 29 de agosto, no dia em que completava 67 anos.

Neste sábado, 29 de agosto de 2015, é celebrado o centenário de nascimento de Bergman, que já era uma atriz importante na Suécia, seu país natal, quando o filme “Intermezzo” chamou a atenção do produtor americano David O. Selznick. A estreia em Hollywood foi em 1939 e na década seguinte ela se firmaria como estrela.

Tudo mudou em 1950, quando ficou grávida do diretor italiano Roberto Rossellini antes de se divorciar do primeiro marido. Condenada pela imprensa e por grande parte do público, ela deixou os EUA por sete anos. Quando voltou, em 1956, disse – em inglês, sueco, alemão, francês e italiano – aos jornalistas que a esperavam no aeroporto: “Tive uma vida maravilhosa. Nunca me arrependi do que fiz. Me arrependo do que não fiz.”

Para comemorar o centenário de Ingrid Bergman, Mulher no Cinema selecionou dez de seus filmes mais marcantes:


Intermezzo“Intermezzo” – 1933
O filme sueco que colocou a atriz no mapa do cinema mundial foi dirigido por Gustaf Molander. Conta a história de um violinista (Gösta Ekman) que se apaixona pela professora de piano de sua filha.


Casablanca“Casablanca” – 1949
Talvez o papel mais lembrado da atriz seja o de Ilsa Lund no filme de Michael Curtiz. Em Casablanca, no Marrocos, durante a Segunda Guerra, ela reencontra o americano Rick (Humprey Bogart), com quem viveu um romance inesquecível em Paris.


Por Quem os Sinos Dobram“Por Quem os Sinos Dobram” – 1943
A atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo drama no qual atua com Gary Cooper. O filme de Sam Wood conta a história de um aliado americano que se apaixona durante a Guerra Civil Espanhola.


À Meia Luz “À Meia-Luz” – 1944
Bergman ganhou o Oscar pelo papel de Paula, uma jovem recém-casada que se muda para a casa da tia que morreu misteriosamente. O marido, Gregory (Charles Boyer), tem um segredo que fará de tudo para proteger. Dirigido por George Cukor.


Interlúdio“Interlúdio” – 1946
Dirigido por Alfred Hitchcock, tem algumas das cenas mais famosas do diretor. Bergman interpreta uma mulher recrutada por um agente americano (vivido por Cary Grant) para se infiltrar em um grupo de nazistas que está no Brasil.


Stromboli“Stromboli” – 1950
O primeiro filme de Bergman com Rossellini, produzido depois de a atriz escrever uma carta dizendo que queria trabalhar com o diretor. Ela é Karen, uma mulher da região dos Balcãs que se casa com Antonio (Mario Vitale) para fugir de um campo de prisioneiros. Juntos, eles vão viver no vilarejo italiano de Stromboli.


Romance na Itália“Romance na Itália” – 1954
Mais uma parceria de Bergman e Rossellini, conta a história de um casal que vive na Inglaterra e viaja para a Itália para vender uma propriedade. O casamento, porém, entra em crise. George Sanders interpreta o par romântico da atriz.


Anastácia, A Princesa Esquecida “Anastácia, a Princesa Esquecida” – 1956
Bergman ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Anna, uma mulher com amnésia que entra no esquema de um empresário russo: para ganhar uma fortuna, ele quer que ela se passe pela duquesa Anastasia. Direção de Anatole Litvak.


Assassinato no Expresso Oriente“Assassinato no Expresso Oriente” – 1974
Mais um Oscar, desta vez de atriz coadjuvante, veio pelo filme dirigido por Sidney Lumet. Baseado no livro de Agatha Christie, o longa acompanha o detetive Hercule Poirot (Albert Finney) enquanto ele tenta desvendar um assassinato.


Sonata de Outono“Sonata de Outono” – 1978
A última indicação da atriz ao Oscar foi pelo filme de Ingmar Bergman. Ela interpreta uma pianista famosa que visita a filha, Eva (Liv Ulmann), com quem tem relação distante.

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