Crítica: “Janis: Little Girl Blue”, dirigido por Amy J. Berg

Muita gente sabe como Janis Joplin morreu. Uma overdose de heroína em 1970 - antes do lançamento de seu segundo álbum solo, o excelente Pearl - a colocou no chamado "clube dos 27", termo usado para se referir a músicos importantes que morreram jovens. Mas pouca gente sabe como Janis Joplin viveu. E contar esta história é a grande sacada de Janis:

Em defesa da nova versão de “Caça-Fantasmas”

Para começar, uma confissão: não sou grande fã de comédias americanas e menos ainda de franquias hollywoodianas. Filmes que cabem nessa descrição são os que assisto no avião, por dever profissional ou em um dia de pouca inspiração na Netflix. No cinema, raramente. Na estreia, provavelmente nunca. Mas na última quinta-feira fui assistir à nova versão de Caça-Fantasmas. Por um motivo simples: sabia

Crítica: “Um Belo Verão”, dirigido por Catherine Corsini

O movimento feminista francês é pano de fundo para uma história de amor entre duas mulheres em Um Belo Verão, novo filme de Catherine Corsini, que divide o roteiro com Laurette Polmanss. É 1971 quando Delphine (Izïa Hegelin) chega a Paris, após deixar a fazenda dos pais. Se na capital o feminismo ganha força, no interior as mulheres seguem fazendo o mesmo trabalho braçal

Crítica: “Autorretrato de uma Filha Obediente”, de Ana Lungu

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Autorretrato de uma Filha Obediente chega ao circuito comercial brasileiro como mais um exemplar da chamada "nova onda romena". A diretora, Ana Lungu, foi supervisora de roteiro em A Morte do Sr. Lazarescu, de Cristi Puiu, um dos principais nomes do movimento que é marcado por estilo austero, realista e minimalista. Seguindo essa linha,

Crítica: “Cinco Graças”, dirigido por Deniz Gamze Ergüven

Único título dirigido por mulher na disputa pelo Oscar de filme estrangeiro, "Cinco Graças" é também o primeiro longa-metragem de Deniz Gamze Ergüven no longa-metragem. Nascida na Turquia e criada na França, a diretora de 37 anos estreia no cinema com um filme de mensagem forte e personagens vibrantes. Cinco jovens e talentosas atrizes formam o elenco: Ilayda Akdogan, Tugba Sunguroglu, Elit Iscan, Doga Doguslu e Günes

Um ano para não esquecer: a mulher no cinema em 2015

Criar um site em português sobre a participação da mulher no cinema era uma ideia antiga e poderia apontar algumas razões pelas quais finalmente a concretizei em 2015. Entre todas, porém, esta é a razão mais forte: nunca se falou tanto sobre o assunto. Ou ao menos não nos últimos anos e não de forma tão pública. É claro que nada do que aconteceu em

“Que Horas Ela Volta?” e o que ocorreu no debate no Recife

No último sábado (29) o Mulher no Cinema escolheu a diretora Anna Muylaert, de "Que Horas Ela Volta?" para a seção "Citação da semana". A declaração, dada ao site Omelete, dizia: "Nesses últimos 40 anos, a mulher dobrou sua capacidade de trabalho. Ao mesmo tempo, continuamos vivendo na mesma sociedade machista de sempre. E uma sociedade onde o homem ainda se agarra ao antigo papel

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